CORONAVID-19 POPULAÇÕES INDEFESAS E POPULAÇÕES COM CERTAS DEFESAS
Apesar da negativa da Academia, a história apresenta realmente ciclos dos quais se pode aprender algumas lições. A espantosa progressão do CORONAVID-19 na Itália e nos estados Unidos da América faz lembrar eventos históricos de vulnerabilidade de populações ante doenças inexistentes em suas regiões até a introdução do novo vírus. Logo vem à mente os episódios dos Astecas, dizimados pela varíola (smallpox) ao contato com os conquistadores espanhóis em 1520, quando sua população foi reduzida em 40% somente naquele ano; os índios americanos e brasileiros também foram vítimas desse genocídio, culposo ou não. Todas essas populações jamais haviam sido atingidas pelo falsamente “superior” homem branco europeu, cuja civilização na época era particularmente insalubre e anti-higienica, significando que os indivíduos não tinham nenhuma espécie de antígeno que pudesse protegê-los da tragédia. O mesmo parece acontecer agora, quando o CORONAVID-19 atingiu em cheio a Itália, que nesta data apresenta 10.000 mortos (29.03.2020) e os Estados Unidos, que desde a primeira morte anunciada há trinta dias atrás já contabiliza 2000 mortos, em uma assustadora escala geométrica . Lembro perfeitamente quando da visita do presidente Jimmy Carter ao Brasil na década de 70, o departamento de estado americano aconselhou toda a comitiva presidencial a evitar maiores contatos com os brasileiros, inclusive evitar beber liquidos não tratados e esterilizados, como água e suco de frutas nacionais. Também é cogente (a menos que tenha mudado) que dificilmente aceitam doação de sangue de brasileiro para americano , em caso de um amigo americano acidentado ou doente. Sem preconceitos, cada país tem suas características populacionais e diferentes graus de suportabilidade ou imunidade a diversos tipos de doenças. O brasileiro, com a maior taxa mundial de agrotóxicos nos alimentos, dezenas de doenças tropicais e também dezenas de DST´s e contaminações de todo tipo, talvez tenha uma melhor chance de suportar a pandemia quando a mesma atingir as nossas esquecidas comunidades carentes, que somam dezenas de milhões de habitantes. Será um dos poucos casos em que a pobreza e miséria acabam sendo uma defesa a uma doença alienígena. Tomara que eu tenha razão , senão o genocídio será grande e o futuro do país poderá estar ameaçado se a coisa degringolar. A sorte grande é que epidemias viróticas tem o misterioso hábito de desaparecer quase do mesmo modo que começou, como a gripe espanhola do pós primeira guerra, quando quase metade da população do mundo ocidental pereceu e de repente cessou como se nunca tivesse existido.Mistério.

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