FLAVIO FAGUNDES FERREIRA COVID-19 E A ATUAL OBSOLESCÊNCIA DA PRÁTICA DE LOCKDOWN

 








A metodologia do estado do Paraná em efetuar um mini lockdown no período de 27.02 a 08.03 de 2021 revela-se totalmente equivocada em termos de abordagem filosófica e lógica. Sempre é bom lembrar que , mesmo com centenas e milhões de toneladas de grãos e muitos outros produtos “agro”  exportados anualmente , o estado tem porcentual de leitos e UTI absolutamente africanos, chegando a ter regiões de 140 municípios com 115 leitos de UTI. A inexistência da propalada democracia começa por aí, quando o povo só tem direito a se amontoar nos entornos das maiores cidades, fugindo da eterna pobreza e exploração que lhes reservam as cidades “do interior”.Todo um cabedal de injustiças e currais eleitorais criaram um povo sofrido, pobre e sem grandes esperanças de futuro, mas quem manda na cabeça da população  é sempre o bom e velho Goebbels e sua máquina midiática alardeando  que está tudo sempre bem. Aliado a isso, nossa “ciencia”, que erra em 90% dos casos, simplesmente ignorou a possibilidade de “ondas” de contágio, ajudada pela imprensa que somente propalou que as novas “cepas”  são mais contagiosas. Evidente que as novas “cepas” , saídas sempre de regiões em que a desesperadora falta de recursos fizessem com que os médicos tentassem todo tipo de tratamento, são vírus mais resistentes e  mais mortais que o já pacato COVID 19 do início de 2020. Por força disso o lockdown programado é um protocolo mais perigoso do que benéfico.Quem está contaminado , assintomático ou não, ou ainda não desenvolveu a doença, vai ficar trancado em casa com seus entes mais velhos e crianças, o que somente vai aumentar o contágio e o número de mortes. Ao invés de se criar protocolos rígidos de segurança comportamental  e investir pesado em novas UTI´s para se criar um sistema emergencial eficaz, prefere-se a antipática figura do isolamento, sendo que as novas cepas agradecem desmesuradamente o banquete. Mas onde estarão os milhares de respiradores mecânicos comprados pelos Estados e Municípios do  Brasil no início do ano passado? As fabricas e oxigenio estão em esforço máximo?. O efeito dominó dos municípios pobres a colapsar,com nossas "toridades"  a partir para a fácil via da transferência de pacientes vai ser tremendo. Vivemos tempos em que realmente a burrice e a arrogância imperam, e parecem insuperáveis.

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